sexta-feira, maio 29, 2015

A difícil arte de não escrever



Ivan Lessa

Além de ter completado seis anos, cultivava eu, na São Paulo de 1941, o costume de fazer com que meu pai me levasse ao cinema pelo menos duas vezes por semana. Entrávamos no Santa Helena, saíamos, entrávamos no Cinemundi. Depois, finzinho de tarde, encaminhávamos-nos para o Franciscano, na Libero Badaró, para um chopinho (ele) e um frapê de coco (eu).

Enquanto eu explicava a meu progenitor as óbvias diferenças entre seriado da Columbia e da RKO (montagem, jogo de contrastes, fluxo da narrativa), íamos, distraídos, evitando pisar nos cadáveres dos estudantes mortos a bala pelo ditador de então, Obdúlio Vargas, se não me engano.

Seguindo pela Rua Direita, fugíamos ao assédio dos mendigos e retirantes nordestinos distribuindo socos e pontapés. Na Praça do Patriarca, fazíamos vista grossa aos carcamanos vendendo drogas e ouvidos de mercador aos turquinhos oferecendo suas mães, filhas e irmãs (“Fazem barba, cabelo e bigode, zim zenhor!”) em troca de alguns cobres. Não era incomum darmos com um preto fujão, em geral crítico literário, tentando escapar do tronco e das habituais 25 chibatadas. (A fina garoa da paulicéia desvairada de então molha-me a fronte enquanto rabisco, em Londres, estas lembranças de um tempo para sempre perdido.)

Estávamos sentados na mesa com Mário de Andrade, Francisco Mignone e uma senhora gorda cujo nome, no momento, não me ocorre. Estou vendo diante de mim a carona alegre e simpática de Mimi Sustenido, apelido dado por Otto Lara Rezende ao inesquecível musicólogo e beletrista precocemente desaparecido.

O papo girava em torno de músicas, ou gêneros musicais, com nomes terrivelmente assustadores para um menino de minha tenra idade e apurada sensibilidade: tamba-tajá, maguary, escubidu, gury-mirim, japyassu, almeida, prado – sentia-me como o Noah Beery Jr. em A Ilha Misteriosa: cercado por perigosos e barulhentos índios.

Além do mais, nunca me interessei por primitivismos em música. Eu acabara de sair da inevitável fase pela qual todo jovem passa, a do xaroposo Mahler, e, numa concessão ao gosto popular de então, procurava entender certos charts traçados para algumas orquestras norte-americanas tidas na época como “inovadoras”: Boyd Raeburn e Claude Thornhill são dois nomes que me vêm à mente.

Mimi Sustenido (esse Otto tinha e tem cada uma!) me perguntando naquele seu inimitável linguajar – que ouvido tinha! – popular:

– E tu, garboso infante, que almejas ser quando atingires a maturidade física e cronológica? Escritor, como o pai?

Num gesto muito brasileiro, cocei o saco do garçom que passava e respondi com minha poderosa voz de baixo profundo:

– Escrever tudo mundo escreve. Difícil é tomar notas. Pra isso tem que ter talento. Eu vou tomar notas.

Como se ilustrando meu sonho e vocação, tomei da rodela de chope e garatujei algumas palavras só a mim compreensíveis, instamaticando a ocasião. Um manto de silêncio cobriu a mesa. Dava-para se ouvir um Mattarazzo peidando na Avenida Paulista.

Até sua morte, Mário de Andrade inundou-me com longas, ternas e eruditas cartas. Nunca respondi; estava mais ocupado tomando notas. Em março de 1958, vendi tudo para as cinco noivas dos sete irmãos Campos por dois mil e quinhentos guarujás (creio que era esta a moeda corrente no país àquela época); de qualquer forma, as cédulas mostravam índios em conjunção carnal com animais de grande e pequeno porte (um dinheiro que, evidentemente, não podia dar certo; parem com essa história de culpar o FMI).

Com o correr dos anos – mais precisamente o revezamento dos anos; tudo a mesma coisa, uma gentinha feia desembestada pra cima e pra baixo com um pauzinho na mão – anotei adoidado. Tenho, aqui em casa, uns três armários repletos de anotações. Se alguém for pós-estrutura ou desconstruir minha obra ver-se-á em palpos de Osvaldo Aranha, conforme se dizia na ONU. A página em branco jamais me tentou, mas ai! um macinho vazio de Malboro, um canto do Times, um punho de camisa Viyella branca, um guardanapo da Bombay Brasserie!

Eu tinha um gatinho chamado Cetim, alegre e macio, gostava de mim. Nele, numa dessas tardes de outubro em Londres, chatas como um parágrafo de Autran Dourado, tomado de súbita inspiração (vodca, uma pedrinha de gelo, rodela de limão), escrevi as palavras mortais como um hebdomadário satírico-humorístico carioca: “Majestosos, de mãos dadas, íamos do Arpoador ao Posto Seis, eu e – cumá-era-o-nome-dela mesmo? –, pela Rainha Elizabeth, by appointment to Her Majesty the Queen.”

Cetim morreu, mas não tive a coragem de enterrar ou jogar na lata do lixo o bichano com a inspiração. Sim, claro, bastava eu passar a bobageira para outro lugar qualquer. Mas não é assim que se toma notas. Cetim, com minha mensagem, jaz morto e apodrece no armário. Pensando bem, acho que lá também tem uma falecida namorada – Ismênia? Clodovilda? – com um epigrama nas costas. Acho que, nela, empreguei outro método favorito: o da pontinha de cigarro aceso. Não sei, preciso checar.

Aí está, pois: eu tomo notas. Livro é coisa de pobre, de gente que lê Veja; que escreve para publicação brasileira; que foi, é ou vai ser contratada pela Globo. Sou um homem sério, conheço minhas fraquezas. Seria uma questão de tempo eu ceder à tentação e terminar, como um desses infelizes que sequestraram o embaixador do Araguaia (já repararam como a cada semana tem mais), publicado e resenhado. Com sorte, passaria despercebido.

Mas manjo minhas Eumênides, sei de minhas zebras e o mais provável seria um desses ex-laterais-esquerdos do Olaria, que estudaram na Universidade de Buffalo com o Affonso Rommanno de Santanna, acabar me arrasando – pior: louvando! – em palestra sobre Comunicação na sala de conferência de um hotel com um nome deprimente qualquer assim feito Maksoud-Plaza.

Num dia de 1968, peguei a moto de Joyce – silêncio, exílio e Almirante Canning – e me mandei. (1968 foi um grande ano para se deixar qualquer lugar.) Não queria, e não quero, saber mais do Bananão, tal como carinhosamente chamo esse troço em que vocês “vivem”.

A esta altura, o leitor esclarecido, aquele que comprou o livro da Marguerite Yourcenar e acha tchâm (é assim que se diz?) o Marcílio de Souza, terá notado uma ligeira discrepância e perguntado aos botões dourados do blazer cor-de-rosa do Telmo Martinho: “Mas se esse cara diz que não escreve o que é que eu estou fazendo no meio desta matéria?”

A resposta, gentil-leitor esclarecido, é simples: primeiro, você, como todos que o cercam, é um idiota; segundo só estou batendo estas linhas porque me ofereceram uma fortuna em dólares e não em conchas, tatuís, goiabas, marajós, guararapes, canudos, ou seja lá qual for a piada que, no momento, por aí, passa por “moeda corrente”; terceiro, apesar de nunca ter visto um exemplar da esplêndida revista Status, tenho a certeza de que estou sendo publicado ao lado de mulher pelada, artigo sobre aparelho de som e receita de bebida a ser servida em copo longo e com guarda-chuvinha de papel roxo. Só topo nessas condições.

Abri um dos armários. Apanhei o que coube na mão. Decifro e desenchavo com preguiça. Ainda há lauda que não acaba mais a encher. Ô Bananão chato!

quinta-feira, maio 28, 2015

O intrigante caso da tartaruga ninja da UEA


Antônio Peba

Tem um ditado muito comum nos beiradões amazônicos que diz o seguinte: “Jabuti em cima da árvore? Ou foi enchente ou foi mão de gente”. Os nossos cabocos costumam usar esse ditado diante de uma situação inusitada, que só pode acontecer pela interferência de outros fatores. Todo mundo sabe que um jabuti é incapaz de subir sozinho em uma árvore.

O caso do “jabuti” Levi Mateus Marinha Neto, nomeado no último dia 11 de maio para o cargo comissionado de “Coordenador UEA-4”, tem causado muito disse-me-disse entre os servidores e alunos da instituição. 

Uns argumentam que Levi Mateus só concluiu o 2º grau e que, portanto, não poderia ser nomeado para o segundo escalão da UEA. Até sua nomeação, ele era um simples motorista (e namorado) da Pró-Reitora de Interiorização Samara Menezes. Agora é um “Coordenador de Curso”. De que curso? Isso ninguém sabe, ninguém viu.

Outros dizem que ele é servidor da SEDUC e que, pela Lei Delegada nº 114, de 18 de maio de 2007, que dispõe sobre a estrutura organizacional da UEA, os cargos comissionados devem ser preenchidos prioritariamente pelos servidores da UEA. Segundo os que defendem esse entendimento, existem pelo menos 20 servidores efetivos da UEA com curso superior que foram preteridos em favor do “jabuti”.

A pergunta então é a seguinte: quem colocou o “jabuti” em cima da árvore? Ou estamos diante do primeiro caso de “jabuti voador” da História, uma verdadeira tartaruga ninja, que subiu na árvore sem a mão amiga de alguém? As opiniões se dividem. “O Levi tem uma madrinha poderosa”, dizem uns. “O Levi é amigo íntimo do vice-reitor Bessa”, dizem outros.

O certo é que enquanto essa quizomba não for esclarecida, a autonomia financeira da UEA vai ser um sonho cada vez mais distante. Monitorado diariamente pela mídia em busca de escândalos, o governador Zé Melo não vai ser besta de despejar verba à vontade onde há fortes indícios de compadrio, falta de ética e transparência zero. Pior para o reitor Cleinaldo Costa, que deve ter entrado de Pilatos nessa história. Mas quem pariu Mateus que o embale...

quarta-feira, maio 27, 2015

Risque o meu nome do seu WhatsApp


Xico Sá

Você amigo, você fofolete, acaba o casamento, o romance, a novela, o amancebamento, o caso, o rolo, mas continuam acompanhando a vida do(a) ex no Instagram, no Facebook, nas redes sociais mais intimistas. Um desastre. Podendo evitar, meu caro, minha princesa, evitem. Corra fora rapaz, corra, Lola, corra.

Aproveitem que os laços foram cortados no plano real e passem a régua também nas espumas da virtualidade. O mais é sofrimento à toa, reacender a fogueira do ciúme, masoquismo, perversão, sacanagem. Um risco que não vale mesmo a pena. Depois não digam que foi por falta de aviso.

Qualquer recado ou post, mesmo os mais inocentes ou sem propósito, vira um inferno na terra. Para completar, tem sempre alguém mais sacana ainda e entra no jogo, só por ruindade, dando linha na pipa da maldade. Prefira não, amigo, caia fora mesmo, Lola.

Não adianta nem tentar dizer que não liga, que é apenas virtual, que leva na buena, que acabou tudo bem e que é civilizadíssimo. Melhor evitar aperreios no juízo.

Você já prestou atenção, meu jovem, na fartura de tragédias amorosas que tiveram como espoleta da discórdia um simples comentário na Internet, uma foto sensual no Facebook, uma alteração no status do relacionamento? E tem outra: precisa ser muito tranquilo para não ficar fuçando a vida do(a) entidade chamada ex. Quem resiste ai levante o dedo. Melhor evitar o brinquedo assassino chamado ciúme, esse satanás de chifre.

Sim, tem que ser forte para cair fora, para bloqueá-lo(a), para dar um tempo inclusive na amizade forçada – não há civilização no fim do amor, a barbárie e a selvageria sempre prevalecem.
Não basta o sofrimento mais do que real da ressaca amorosa? Basta. Como recomendava a canção das antigas, risque o meu nome do seu caderno, pois não suporto o inferno, do nosso amor fracassado.

Ninguém segura essa onda. Claro que só uma minoria maluca chega à violência, ao inconcebível. A maioria, mesmo silenciosa, sofre horrores, se acaba, o velho pote até aqui de mágoa, como diria o xará Buarque, faça não, caia fora, faz bem para manter a sanidade.

Risque o meu nome do seu WhatsApp, diga ao Facebook que não estamos mais em um relacionamento sério... 

terça-feira, maio 26, 2015

Hasta que tu decidas regressar...


Aldir Blanc

Eu sou do tempo em que o sujeito aprendia a dançar com as primas um pouquinho mais velhas. Delícia. Claro que era coisa meio incestuosa. A família – implacável censora de qualquer atitude que sugerisse sexo – liberava o sarro com as primas. Prima, com ph e dois dês de Toddy.

Na galeria de primas inesquecíveis, Gregório Barrios ao fundo, destacava-se Dorinda. Protestante. Estrábica. O mais bonito em mulher com discreto estrabismo é que parece estar sempre à beira do orgasmo. Em Dorinda, a suave mistura entre recato e cara de vou-gozar me enlouquecia. E, além do mais, ela ostentava um pequeno buço. Eu ficava repetindo, antes de dormir: o buço da prima, o buço da Dorinda... De fato, buço é uma palavra que provoca tresloucadas associações.

Quando a austera Dorinda me ensinava a dançar, nas festinhas da Rua dos Artistas, os adultos quedavam perplexos – talvez pela voz autoritária de Dodô (começou a intimidade) caso eu errasse um passo mais elaborado, ou quiçá, quiçá, quiçá pelo escândalo de minha barraca armada em contato com aquela inflação de tafetá, organdi, babado inglês, um sutiã como dois aríetes, anágua, combinação, meias com o fio corrido, e..., e..., e...

Bom, calcinhas, queridas, nem pensar. Se naquela época passasse pela minha cabeça que, debaixo daquilo tudo, uma calcinha de renda expunha mais do que velava o cabeludo tesouro da Dodô, eu soltaria um berro tremendo e dispararia em direção ao banheiro pra uma sessão-nostalgia de “contigo en la distancia” pensando na Dodô, em sua cara de gozo e, lógico, em seu buço.

Ainda hoje, quando tomo uísque com guaraná, ouço a voz de Dodô murmurando: “São dois pra lá, dois pra cá” – embora, na verdade, ela gritasse comigo feito um instrutor do CPOR.

Dodô, minha nega, enquanto cruzas outros mares de loucura, guardo nosso 78 rotações favorito, “Angustia”, com Bienvenido Granda (que buço!) e “Sonora Matancera”, um lançamento da Mocambo, que juntos compramos na extinta Ótica Irany (Revelações, Cópias, Ampliações em 24 horas), lembra?
Tenho a impressão, Dodô, que esse disco vai ficar girando em minha vida hasta que tu decidas regressar...

segunda-feira, maio 25, 2015

Cerveja X Mulher: quem ganha essa disputa pelo coração masculino?


1. A cerveja está sempre molhada. A mulher precisa de estímulos para ficar molhada. (cerveja 1 x 0 mulher)

2. Cerveja quente é horrível. Mulher quente é maravilhosa. (cerveja 1 x 1 mulher)

3. Se você ficar com um pelo na boca ao beber cerveja, você fica com nojo. Se for fazendo sexo com uma mulher, você acha normal. (cerveja 1 x 2 mulher)

4. Quando você bebe muita cerveja, fica gozado (engraçado). Quando você come uma mulher, ela fica gozada (cheia de goma). (cerveja 2 x 2 mulher)

5. Cerveja é uma bebida fermentada que leva fungos na preparação e é deliciosa. Uma mulher fermentada e com fungos é simplesmente horrível. (cerveja 3 x 2 mulher)

6. Dez cervejas numa noite te deixam alegre. Dez mulheres numa noite te deixam realizado. (cerveja 3 x 3 mulher)

7. Se comprar e consumir muita cerveja, você fica barrigudo. Se comprar e consumir muita mulher, você fica pobre. (cerveja 4 x 3 mulher)

8. É normal e aceitável beber cerveja na arquibancada da Colina. Você vai se tornar uma lenda se comer uma mulher na arquibancada da Colina. (cerveja 4 x 4 mulher)

9. Se um policial sentir bafo de cerveja, você sopra no bafômetro e pode ser multado. Se ele sentir bafo de mulher, vai lhe dar parabéns e pedir autógrafo. (cerveja 4 x 5 mulher)

10. Cerveja pode fazer você achar que é Deus. Mulher pode fazer você sentir-se Deus. (cerveja 4 x 6 mulher)

11. Se você passar o dia inteiro pensando em cerveja, você é um alcoólatra. Se você passar o dia inteiro pensando em mulher, é um sujeito normal. (cerveja 4 x 7 mulher)

12. Abrir uma cerveja nova pode dar prazer. Abrir uma mulher nova dá muito mais prazer. (cerveja 4 x 8 mulher)

13. Você pode perfeitamente beber uma só marca de cerveja. Você jamais se contentará em comer sempre a mesma mulher. (cerveja 5 x 8 mulher)

14. Há impostos sobre a cerveja. Não há impostos sobre a mulher. (cerveja 5 x 9 mulher)

15. Você pode beber a cerveja, virar as costas e ir embora, sem causar ressentimentos. Se você comer a mulher, virar as costas e for embora, você é um canalha. (cerveja 6 x 9 mulher)

16. Cerveja de mais pode fazer você passar muito mal. Mulher de mais?! Mulher de mais?! Isso não existe! Mulher nunca é de mais! (cerveja 6 x 10 mulher)

17. Não importa a situação, pela cerveja você sempre paga. Pela mulher, nem sempre. (cerveja 6 X 11 mulher)

18. Na manhã seguinte a uma noitada de cerveja, você não quer nem ouvir falar em cerveja. Na manhã seguinte a uma noitada com mulher, você quer mais mulher. (cerveja 6 x 12 mulher)


Conclusão: UMA mulher equivale a DUAS cervejas!

sábado, maio 23, 2015

10 épocas muito piores que a nossa


Edson Aran

Negócio seguinte, meu caro gafanhoto: mesmo que você seja um dos 300 mil manauaras que possuem carro particular e que se quedaram completamente estressados por conta daquele monumental engarrafamento da última quinta-feira, mesmo que você tenha votado na Dilma e se arrependido amargamente, mesmo que você esteja preocupado com o avanço do Estado Islâmico no Oriente Médio, mesmo que você tenha levado um pé na bunda da namorada, não reclame do momento atual. Podia ser pior. Muito pior. Acha que estou blefando? Então, confira:

1 – A Idade das Trevas. Faltava água, luz e a única iluminação disponível era a das fogueiras da Inquisição.

2 – O Período Pleistoceno. O Período Obsceno era muito mais legal.

3 – O Brasil antes de 1500. Só tinha índio e mato, quer dizer, parecia Roraima.

4 – Os tempos bíblicos. Vira e mexe aparecia um anjo na porta dizendo que o grande Congamonga queria ter um messias com a sua mulher.

5 – A Era dos Dinossauros. Eles nunca aprenderam a usar o tanquinho de areia.

6 – A Guerra dos 100 Anos. Você nascia, crescia e se aposentava no campo de batalha.

7 – O Futuro de O Exterminador do Futuro. Os eletrodomésticos do mal tomam o controle e não dá pra puxar o plugue.

8 – O Big Bang. Explosão seguida de expansão? Isso é conversa de analista econômico.

9 – A Belle Époque. Muito gay. Imagine alguém perguntando: “Em que época nós estamos?”. “Ora, jovem mancebo, na Belle Époque, é claro!”. Uia.

10 – No Egito Antigo. Principalmente se seu emprego fosse servente de pedreiro na construção de pirâmides.    

quinta-feira, maio 21, 2015

Cuidados com a aparência pra não queimar o filme ou a rosca!


Cuidar da própria aparência não significa ser uma biba enrustida com medo de sair do armário, feito os fãs da banda Restart. Sim, gafanhoto, você é um macho de responsa, espada matador e heterossexual convicto, mas também não precisa andar por aí parecendo (e fedendo como) um “clochard” (“mendigo”). Só que tudo tem limites.

Hoje, nós vamos lhe dar algumas dicas de como manter uma boa aparência sem acabar virando um viadinho tipo Justin Bieber. Concentre-se, porque mesmo que sua intenção seja impressionar o mulherio, não é recomendável nunca, em hipótese alguma:

Usar Baby look (vulgo “mamãe tô fortinho” ou “mamãe quero ser gay”) – Além de desconfortável, você fica parecendo um imbecil que está usando a camiseta do irmão mais novo. Prefira roupas do tamanho certo e que sejam confortáveis.

Comprar roupas ou acessórios na cor rosa, lilás, púrpura, verde-abacate, amarelo-limão, etc. – Sim, gafanhoto, trata-se de um atestado de viadagem happy few. Pra você queimar a rosca será um pulo. Talvez até menos.

Depilar até a bunda (com cera quente, para quem já está cursando nível superior em viadagem) – Se você for o Tony Ramos, compre uma dessas máquinas de cortar cabelo por cerca de R$ 30 e apare o excesso de pelos.

Ter 300 perfumes em casa – Isso é burrice, pois você acabará não se identificando com nenhum deles. Além de torrar dinheiro com um monte de perfumes inúteis que ficarão parados no seu guarda-roupa, colecionar vidros de perfumes é coisa de viado.

Usar o cabelo do Neymar Jr. pra tentar chamar a atenção das piranhas – Aquilo é uó do borogodó, porra! Pra ter coragem de usar aquela merda só tendo a conta bancária do jogador...

Usar calças skinny ridículas – Seja macho, gafanhoto, e não um andrógino ridículo querendo liberar o rodiscley.

Usar cremes hidratantes da mãe ou da irmã (daqui a pouco você vai querer usar as calcinhas de renda também!) – A única exceção fica por conta de problemas reais de pele, tipo excesso de cravos e espinhas. Mas se a tua pele é normal, gafanhoto, não há necessidade de usar essas merdas.

Fazer unhas com direito a usar tinta base e tirar cutícula – O que houve com apenas cortar as unhas e tirar a sujeira? Não existe nada mais inútil que passar base e tirar cutícula. Isso é desnecessário para um macho, vá por mim. A não ser que você seja bicheiro, baitola ou traficante.

Cultivar barbas ralas ou desenhadas, no estilo de viados tipo George Michael – Use a barba do Bud Spencer ou então não use, porra!

Fazer peeling facial, anal, sovacal, escrotal, etc. – Não encare isso nem como exercício filosófico. A não ser que você seja nadador se preparando para as Olimpíadas.

Bancar o bambi do fitness – Na academia, evite passar gel no cabelo e usar tênis 40 molas, correntinha de prata estilo Ferrari Black, boné John-John e camiseta John Deere pra “malhar“ ouvindo “Tonight’s Gonna Be Our Good Night” ou David Guetta no iPod. Qual a necessidade de usar gel, tênis 40 molas e boné John-John na academia senão pra parecer um bambi moderninho e impressionar as piranhas? Absorção de impacto na esteira ergométrica? Qualquer tênis Rainha furreca faz isso. Proteger a cabeça de sol e chuva? Qualquer boné de 1,99 faz isso. A única recomendação pra malhar na academia é fechar a bunda e treinar sério. Mas se você tem cabelo estilo ninho de pombo então é melhor mesmo usar um pouco de gel.

Excesso de ternos – Muitos moderninhos gostam de usar um terno de dia, outro de noite, outro pra casamento de dia, outro pra casamento de noite, outro pra velório de dia, outro pra velório de noite, outro pra cerimônias de dia, outro pra cerimônias de noite, outro pra dar a bunda de dia, outro pra dar a bunda de noite, etc. Você tem um único corpo, gafanhoto, então pra que 300 ternos?...

Pedir da namorada opiniões sobre sua roupa – Implicitamente, você está dizendo que é um cuzão sem opinião própria, incapaz de escolher suas próprias roupas. Pior: está afirmando que sua autoestima depende da opinião dela. Resumindo: está a um passo de virar um corno convencido.

Imitar um gangsta rapper e se vestir feito um marginal que quer dar a bunda pro Eminem, Dr. Dre e 50cent numa quebrada do South Bronx – Sinto muito, gafanhoto, mas isso aqui dispensa comentários. Vá ouvir reggae ou rock, carálio!

quarta-feira, maio 20, 2015

Por que os cachorros são melhores do que as mulheres?


Os cachorros não choram.

Os cachorros adoram quando você traz seus amigos pra casa.

Os cachorros não se importam se você usa o shampoo deles.

Os cachorros acham que você canta bem.

Quanto mais tarde você chega em casa, mais excitados estão os cachorros pra te ver.

Os cachorros não vão se importar se você chama-los pelo nome de outro cachorro.

Os cachorros vão lhe perdoar se você brincar com outros cachorros.

Os cachorros não compram nada.

A disposição dos cachorros permanece a mesma durante o mês inteiro.

Os cachorros nunca param para discutir o relacionamento.

Os parentes do cachorro nunca o visitam.

Quando um cachorro envelhece e começa a incomodar, você pode chuta-lo pra bem longe.

Os cachorros não odeiam seus corpos.

Os cachorros nunca gritam.

Os cachorros concordam que você deve gritar para impor seu ponto de vista.

Os cachorros não querem conversar sobre os outros cachorros que você já teve.

Os cachorros não deixam os artigos de revista guiarem suas vidas.

Você nunca tem que esperar pelo cachorro: ele está sempre pronto para sair durante 24 h por dia.

Os cachorros acham divertido quando você está puto.

Os cachorros não falam ao telefone nem deixam a comida queimar no fogo porque estavam conectados no Whatsapp.

Os cachorros não reclamam que seu dono está meio fora de forma.

Cachorros, apesar do faro apurado, não ficam perguntando: “Que cheiro é esse?”

Os cachorros não reclamam quando você dirige em alta velocidade.

Os cachorros não se metem a discutir futebol na frente dos seus amigos.

Os cachorros não perdem tempo nas redes sociais.

Os cachorros são fiéis ao seu dono.

terça-feira, maio 19, 2015

Mais algumas coisas que você tem que saber sobre as mulheres


1. Mulheres não veem problemas nos carecas, o que não quer dizer que é dos carecas que elas gostam mais. Ainda mais se você for um careca “liso”.

2. Para elas, a careca de um homem pode ser explicada pela genética ou pelo destino. Barriga mole de chope, entretanto, não tem desculpa.

3. Se for usar brinco, por favor, algo minúsculo, só notado por quem chegar bem perto. Mulher odeia o estilo pirata.

4. Se quiser ter tatuagem, faça uma só. Mais do que isso, você pode ser confundido com um ex-presidiário.

5. Mulheres adorariam que seus amigos gays fossem héteros. Não ligue pra isso.

6. Até Sharon Stone tem celulite.

7. Luzes e tinta no cabelo são permitidas apenas para exemplares do sexo feminino.

8. Nunca peça para que elas escolham para onde vocês devem ir no primeiro encontro. Elas gostam de ser levadas. Sempre.

9. Elas vão em dupla ao banheiro para falar bem dos homens e mal das mulheres. Não esquente com isso.

10. Por mais que a mulher o ame, ela detesta ver você e seus amigos jogando pelada.

11. Mulheres adoram telefone. É uma boa forma de tagarelar alegremente sem necessidade de se arrumar para sair.

12. Mulheres odeiam homens que dirigem devagar, não bebem e não têm time de futebol.

13. Mulheres odeiam ser chefiadas por mulheres.

14. Mulheres costumam se derreter quando percebem que um homem precisa de um colinho.

15. Mulheres adoram ser acariciadas entre os cabelos, sentindo seus dedos tocarem o couro cabeludo.

16. Mulheres esperam ser consoladas quando choram.

17. Mulheres acham que, se tomam a iniciativa, a gente não tem o direito de dizer “não!”.

18. Elas amam “discutir a relação”, porque é a partir disso que descobrem as fraquezas e os defeitos dos homens que estão ao seu lado. Fique esperto.

19. Elas odeiam restaurantes-rodízio, por quilo, self-service ou aqueles do tipo “coma o quanto aguentar”.

20. Se elas perguntam: “Estou gorda?”, a resposta única, óbvia e esperada é: “Claro que não!”. Nem pense em dizer outra coisa! Never, nunca, jamais.

21. Elas vão adorar seu carro se ele tiver um espelho no pára-sol do banco do carona.

22. Crianças mentem sobre o dever de casa, homens sobre o desempenho sexual e mulheres sobre a baixa quantidade de sapatos em seu guarda-roupa. Não dê ouvidos.

23. Mulheres fingem orgasmo. Quase sempre. Não ligue pra isso.

24. É inadmissível ser um desastre na cozinha. Nem que sua especialidade seja spaghetti ao alho e óleo.

25. A maioria das mulheres odeia caras marombados Excesso de músculos cheira a falta de masculinidade.

Seis Aulas de Gestão Estratégica...


1ª AULA

Um corvo está sentado numa árvore o dia inteiro sem fazer nada. Um pequeno coelho vê o corvo e pergunta:
– Eu posso sentar como você e não fazer nada o dia inteiro?
O corvo responde:
– Claro, porque não?
O coelho senta no chão embaixo da árvore e relaxa. De repente uma raposa aparece e come o coelho.

Conclusão: Para ficar sentado sem fazer nada, você deve estar no topo.


2ª AULA

Na África todas as manhãs o veadinho acorda sabendo que deverá conseguir correr mais do que o leão se quiser se manter vivo.
Todas as manhãs o leão acorda sabendo que deverá correr mais que o veadinho se não quiser morrer de fome.

Conclusão: Não faz diferença se você é veadinho ou leão, quando o sol nascer você tem que começar a correr.


3ª AULA

Dois funcionários e o gerente de uma empresa saem para almoçar e, na rua, encontram uma antiga lâmpada mágica.
Eles esfregam a lâmpada e de dentro dela sai um gênio.
O gênio diz:
– Eu só posso conceder três desejos, então, concederei um a cada um de vocês!
– Eu primeiro, eu primeiro, grita um dos funcionários. – Eu quero estar nas Bahamas dirigindo um barco, sem ter nenhuma preocupação na vida...
Puff, e ele foi dirigir seu barco nas Bahamas.
O outro funcionário se apressa a fazer o seu pedido:
– Eu quero estar no Havaí, com o amor da minha vida e um provimento interminável de pina coladas!
Puff, e ele se foi para o Havaí.
– Agora você, diz o gênio para o gerente.
– Eu quero aqueles dois folgados de volta ao escritório logo depois do almoço para uma reunião!

Conclusão: Deixe sempre o seu chefe falar primeiro.


4ª AULA

Um padre está dirigindo por uma estrada quando vê uma freira em pé no acostamento. Ele para e oferece uma carona que a freira aceita. Ela entra no carro, cruza as pernas revelando suas lindas pernas. O padre se descontrola e quase bate com o carro. Depois de conseguir controlar o carro e evitar acidente ele não resiste e coloca a mão na perna da freira. A freira olha para ele e diz:
– Padre, lembre-se do Salmo 129!
O padre sem graça se desculpa:
– Desculpe Irmã, a carne é fraca...
E tira a mão da perna da freira.
Mais uma vez a freira diz:
– Padre, lembre-se do Salmo 129!
Chegando ao seu destino a freira agradece e, com um sorriso enigmático, desce do carro e entra no convento.
Assim que chega à igreja o padre corre para as Escrituras para ler o Salmo 129, que diz:
“Vá em frente, persista, mais acima encontrarás a glória do paraíso”.

Conclusão: Se você não está bem informado sobre o seu trabalho, você pode perder excelentes oportunidades.


5ª AULA

Um homem está entrando no chuveiro enquanto sua mulher acaba de sair e está se enxugando. A campainha da porta toca. Depois de alguns segundos de
discussão para ver quem iria atender a porta a mulher desiste, se enrola na toalha e desce as escadas. Quando ela abre a porta, vê o vizinho Nestor em pé na soleira. Antes que ela possa dizer qualquer coisa, Nestor diz:
– Eu lhe dou 3 mil reais se você deixar cair esta toalha!
Depois de pensar por alguns segundos, a mulher deixa a toalha cair e fica nua.
Nestor então entrega a ela os 3 mil reais prometidos e vai embora.
Confusa, mas excitada com sua sorte, a mulher se enrola de novo na toalha e volta para o quarto. Quando ela entra no quarto, o marido grita do chuveiro:
– Quem era?
– Era o Nestor, o vizinho da casa ao lado, diz ela.
– Ótimo! Ele lhe deu os 3 mil reais que estava me devendo?...

Conclusão: Se você compartilha informações a tempo, você pode prevenir exposições desnecessárias.


6ª AULA

Um fazendeiro resolve colher algumas frutas em sua propriedade, pega um balde vazio e segue rumo às árvores frutíferas. No caminho, ao passar por uma lagoa, ouve vozes femininas e acha que provavelmente algumas mulheres invadiram suas terras. Ao se aproximar, lentamente, observa várias belas garotas nuas se banhando na lagoa. Quando elas percebem a sua presença, nadam até a parte mais profunda da lagoa e gritam:
– Nós não vamos sair daqui enquanto você não deixar de nos espiar e for embora.
O fazendeiro responde:
– Eu não vim aqui para espiar vocês, eu só vim alimentar os jacarés!

Conclusão: A criatividade é o que faz a diferença na hora de atingirmos nossos objetivos mais rapidamente.

Portanto, Antes de falar, escute... Antes de escrever, pense... Antes de gastar, ganhe... Antes de julgar, espere... Antes de desistir, tente...
No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é e outras que vão te odiar pelo mesmo motivo.

segunda-feira, maio 18, 2015

Algumas coisas que você tem que saber sobre as mulheres


1. Nunca deixe uma mulher sozinha em sua casa. A probabilidade de ela mexer em TODAS as suas gavetas é 100%!

2. Mulheres odeiam ganhar lingerie de presente. Elas entendem como uma crítica às suas confortáveis calcinhas bege de algodão...

3. Mulheres adoram de homens de boné, desde que tenham menos 12 anos de idade ou a chamem de “mamãe”.

4. Se você tem um apelido carinhoso para seu pênis, por favor, nunca o revele.

5. Esconda suas revistas pornográficas. Para elas é coisa de adolescente imaturo.

6. Elas odeiam exibições em economês, juridiquês, mediquês ou qualquer outro jargão profissional. É pernóstico...

7. É fato: mulheres odeiam rachar conta em restaurante.

8. Mulheres de pilequinho topam TUDO!

9. Mulheres acham homens magros que fazem dieta... meio gays!

10. Toda mulher já pensou em como seria transar com seu melhor amigo.

11. Mulheres perguntam seu sobrenome logo de cara para ver se combina com o delas, e, por consequência, para ver se ficaria bem num eventual filho de vocês.

12. Nunca, nunca, nunca, tente explicar uma traição com o argumento “foi uma coisa sem importância”. Elas acham ainda pior terem sido traídas por algo “sem importância”.

13. Nunca esteja mais perfumado do que a mulher ao seu lado.

14. Mulheres gostam de ser elogiadas. Vale qualquer coisa: da cor do esmalte ao roteiro que ela escolheu para as férias.

15. Nunca use jóias. De nenhuma espécie. Colar, nem pensar. Anel, só aliança.

16. A não ser que ela seja atleta ou tenha menos de 18 anos, nunca proponha um acampamento de fim-de-semana. Acredite: elas preferem um motel de quinta categoria a isso.

17. Mulheres adoram detalhar uma transa com as amigas. Então, se você tem um nome a zelar, preste atenção a seu desempenho.

18. Para elas, a orelha não é uma zona erógena.

19. Elas classificam os homens em “para casar”, “para ser amigo” e “para sair”. Exatamente como nós fazemos.

20. Cueca, só branca ou preta. Fuja das tanguinhas e daqueles modelos igual a short de loira do Tchan. E sem nenhuma estampa, porra, que estampa em cueca é coisa de viado!

21. Não é por maldade que elas se depilam com seu barbeador ou com seu prestobarba. É que simplesmente ele está ali no box, dando sopa.

22. Se você não tiver alguma lembrança bonitinha sobre sua infância, invente. Elas não resistem.

23. Mulheres gostam de ser surpreendidas por beijos. Sem que isso signifique ir para a cama depois de dois minutos.

24. Pare de ir à manicure imediatamente. Homem que faz a unha é considerado viado. Ou está na fila pra ser!

25. Você pode até achar ultrapassado, mas flores, bombons e dinheiro são capazes de derreter um coração feminino.

sábado, maio 16, 2015

Protocolo da AMOAL sobre as verdadeiras verdades masculinas


1. Peitos e bundas foram feitos para serem olhados e é isso que nós iremos fazer. Não tente mudar isso.

2. Aprenda a usar a tampa do vaso sanitário. Você é uma menina crescida. Se ela está levantada, abaixe-a. Vocês precisam dela abaixada, nós precisamos dela levantada. Você não nos vê reclamando por que deixou a tampa abaixada.

3. Domingo = Esportes. É a mesma relação que a lua cheia tem com as mudanças na maré. Deixe estar.

4. Comprar NÃO é um esporte. E não, nunca vamos pensar nisso dessa forma.

5. Chorar é chantagem.

6. Pergunte o que você quer. Vamos ser claros nisso: Dicas sutis não funcionam! Dicas claras não funcionam! Dicas óbvias não funcionam! Apenas diga logo o que você quer.

7. Sim e Não são respostas perfeitas para praticamente todas as questões existentes.

8. Venha falar conosco a respeito de um problema somente se você quiser ajuda para resolvê-lo. Isso é o que a gente faz. Simpatia é trabalho das suas amigas

9. Uma dor de cabeça que dura 17 meses é um problema. Procure um médico.

10. Qualquer coisa que dissemos seis meses atrás é inadmissível em um argumento. Na verdade, todos comentários tornam-se nulos e vetados após sete dias.

11. Se você pensa que está gorda, provavelmente você esteja. Não pergunte para nós.

12. Se algo que nós dissemos pode ser interpretado de duas formas, e uma delas faz você ficar irritada e triste, nós queríamos usar a outra forma.

13. Sempre que possível, fale tudo o que você tem a falar durante os comerciais.

14. Cristóvão Colombo não precisou parar para pedir informações. Nem nós.

15. TODOS os homens enxergam apenas 16 cores, assim como as definições básicas do Windows. Pêssego, por exemplo, é uma fruta, não uma cor. Salmão é um peixe. Não fazemos idéia do que seja âmbar.

16. Se algo coça, será coçado. Nós fazemos isso.

17. Se perguntarmos a você se há algo de errado e você responde ‘nada‘, nós agiremos como se nada tivesse errado. Nós sabemos que você está mentindo, mas não vale a pena a discussão.

18. Se você fizer uma pergunta para a qual você não quer uma resposta, espere uma resposta que você não queria ouvir.

19. Quando precisamos sair, absolutamente tudo que você usar está bom. Sério.

20. Não pergunte o que estamos pensando, a não ser que você esteja preparada para discutir sobre Sexo, Esportes ou Carros.

21. Você possui roupas suficientes.

22. Você possui sapatos demais.

23. Eu estou em forma. Redondo é uma forma.

24. Obrigado por ler isso. Sim, eu sei que terei que ir dormir na sala hoje, mas saiba você que os homens não se importam muito com isso. É quase como acampar...

sexta-feira, maio 15, 2015

Ninguém é de ninguém? Ripa na chulipa!


O mundo está uma promiscuidade só. Os homens que eram os principais contribuintes para tal descalabro agora contam com uma participação toda especial das mulheres. Afinal de contas, as prioridades femininas mudaram bastante. Não se fala mais em casamento, família, filhos. Fala-se em crescimento profissional, independência financeira, sucesso, roupas de marcas, viagens, status. Um lugar ao sol.

Por causa disso, a mulher não anda tendo tempo para se dedicar a algum possível cafajeste. Sim, é como as mulheres vêm os homens: não como futuros maridos, e sim futuras decepções. O que, se formos parar pra pensar, indica que elas não estão tão erradas assim. As mulheres nunca foram tão parecidas com os homens quanto hoje. Se apegar? Essa palavra não faz mais parte do dicionário de quase nenhuma mulher.

Na tentativa de ter os mesmos direitos masculinos, o maior ganhador com tudo isso somos nós, homens. O verdadeiro macho tem na sua essência libertinagem pura. Vem da sua natureza. A mulher está se adaptando a esta nova ideia. Por mais que as mulheres executem esse papel, elas jamais serão capazes de fazer com tanta perfeição quanto o macho.

No fundo, bem no fundinho do âmago de cada mulher, ela deseja, apesar de todos os seus atos contrários, uma estabilidade familiar. Construir seu espaço. Cuidar de seus filhos. Mas despertar esse lado maternal feminino não está sendo mais uma tarefa fácil. Com isso, o homem está conseguindo acumular várias mulheres simultaneamente. Difícil? Não mais.

Atualmente, o macho não precisa mais ficar se matando para garantir algumas fodas simultâneas. As mulheres estão em uma fase que é facilmente explicada pela Teoria do “Ai, Como Eu Tô Bandida”. Perceberam que qualquer personagem que mostra uma certa indiferença aos valores morais, principalmente no que tange a defender a promiscuidade feminina, elas adoram?

Esta teoria diz o seguinte: ai, como eu tô bandida! Ou seja: ai, como eu tô querendo dar! Simples assim. E é por essa porta entreaberta que entra o macho. Mas como pegar várias mulheres ao mesmo tempo? Basta seguir algumas regrinhas.


Foda-se! – Esse é o primeiro e mais importante passo. Se você, garanhão, ainda não o ligou, ligue-o. As mulheres ligaram há muito tempo. Não se importe com nada. Não se estresse. Ficar relaxado e indiferente é fundamental. Ter a cabeça sempre fria para poder agir da melhor maneira possível. Se as coisas ficarem feias, você tem que ter sã consciência de onde fica o boteco que tem a cerveja mais gelada. No mais, foda-se!

Seja sincero, sempre – Sinceridade, não se sabe bem por que, é um afrodisíaco tipicamente feminino. Se a mulher estiver dando moral para você, diga na cara dura que você se interessou muito nela, mas que você não pode ir além do sexo casual porque já é comprometido. Pronto. Agora ela vai querer te dar de qualquer jeito. Não precisa mais ficar sustentando mentiras, que era onde o homem sempre se fodia. Macho não sabe mentir. Imagina sustentar duas, três, quatro mentiras ao mesmo tempo? Falar a verdade não tem erro.

Mas, mestre, falar pra ela que sou comprometido não vai fazê-la correr? – Engraçado, né, gafanhoto? Mas não, ela não vai correr. A Oklahoma State University fez um estudo em que comprovou isso. Eles recrutaram 184 mulheres. Dividiram as mulheres e mostraram a foto de um bonitão. 54% das mulheres se interessaram. Quando disseram que ele era casado, o índice de interesse subiu para incríveis 90%. As mulheres se interessam mais por homens comprometidos.

Porra, mestre, mas por quê? – Sei lá, gafanhoto. Essas mulheres são loucas. Ficam resmungando que odiariam que o marido traísse, mas adoram um homem comprometido. Vai entender. Deve ser esse lance de feminismo aí, inventado por aqueles tribufus de Nova York que gostavam de queimar sutiãs na Quinta Avenida.

Teoria da Foda Bem Dada – Não importa se você é o pior cara do mundo. Se na hora de mostrar o serviço você for “O Cara”, ela vai demorar a te largar. É difícil encontrar um macho que tenha a preocupação de satisfazer a mulher, e quando ela encontra, não quer perder de jeito nenhum. Ela vai aceitar ser a segunda ou terceira tranquilamente, desde que você tenha folego para ela. Portanto, capriche na hora de leva-la ao orgasmo.

Seja Cafajeste – Mulheres com maior poder econômico querem homem com pegada, humor e que não grude, características do cafajeste. Isto é uma unanimidade entre os sexólogos. E faz sentido. Mulher bem sucedida não quer homem pra ficar tirando sua privacidade, liberdade e usufruir dos benefícios de todo o seu suor. Ela quer suar com ele, apenas isso. Bote fodendo, gafanhoto, que o que elas querem não é mole!

Caçando mulheres bonitas


Se você parar e observar um pouco o cotidiano irá perceber que as mulheres bonitas são as que têm maior “poder” em nossa sociedade atual, pois elas dominam grande parte dos homens como marionetes, ou seja, têm vários homens as seus pés dispostos a fazer tudo por elas.

Vamos ser honestos, gafanhoto, mas qualquer macho que nunca ficou com uma mulher bonita, uma verdadeira potranca fora-de-série, uma autêntica popozuda de 400 talheres, tem aquele desejo interno “eu quero uma mulher bonita, eu quero uma mulher bonita, eu quero uma mulher bonita...”

Como se uma mulher bonita fosse algo de outro mundo, como se ao conseguir conquistar uma mulher bonita você fosse mudar de vida ou até mesmo como se isso fosse torna-lo um sujeito melhor. E isso, gafanhoto, é uma mera ilusão.

Uma mulher bonita é uma mulher com rosto bonito, bunda bonita, peitos bonitos e só. Elas também têm problemas, elas também choram, ficam de TPM, tropeçam, caem, xingam, falam palavrões...

Elas têm defeitos também, e você sabe disso, mas você simplesmente ignora, pois está deslumbrado com a beleza delas e essa ilusão é fortemente alimentada pelo desejo que tem por elas e quando você já tiver se relacionado o bastante com mulheres bonitas, não irá mais se impressionar tanto com beleza, por que estará vivendo a realidade nua e crua e isso vai te favorecer.

Você deve estar se perguntando como isso pode te ajudar e eu te digo: bem, gafanhoto, ao alimentar essa ilusão você passará a agir de forma suplicante e idiota, mais claramente falando, você ira colocar a mulher num pedestal fazendo de tudo pra agradá-la e em consequência disso levará um belo chute na bunda.

Para muitos homens conquistar uma mulher bonita é dar simplesmente uma elevada na autoestima, aumentar o “status” entre amigos e provocar o desejo secreto de outras mulheres, também conhecido como inveja, que vai fazer chover bocetas na sua horta.

Apesar de todos esses pontos positivos, tenha em mente que boa parte das mulheres que são muito bonitas são também superficiais, egocêntricas e altamente manipuladoras, entre outras coisas repugnantes que prefiro nem mencionar.

Mas vamos logo ao que interessa. Pra conquistar essas mulheres fora-de-série você deve proceder de forma diferente, simplesmente por que elas levam cantadas todo santo dia de vários babacas e cuzões metidos a conquistadores e já estão cansadas desse circo mambembe, sem texto nem direção. Ou seja, se você fizer o approach da mesma forma que os cuzões irá obter o mesmo resultado: rejeição. Então como conquista-las?


Cuidado ao elogiar – Como você já deve saber, uma mulher muito bonita recebe elogios sobre sua beleza desde criança, ou seja, elas já estão de saco, trompas e ovários cheios de ouvir esse tipo de elogio. Se você for elogiá-la, não elogie sua beleza, mas alguma característica da sua personalidade. E procure fazer um elogio original. Assim ela não irá se esquecer de você tão facilmente, mesmo que você não fique com ela.

Não a trate de forma especial – Atenção, por que isso é muito importante, gafanhoto! Ao conhecer uma mulher bonita não dê tratamento especial só por que ela é bonita. Pelo contrário, procure tratá-la de maneira bem natural, mesmo que você esteja morrendo de vontade de chupar seus lábios ou cair de boca nos melões. Sim, é difícil, eu sei, mas não faça absolutamente nada que possa ser considerado como um ato de bajulação ou ela vai se sentir o último biscoito do pacote e você acabou de se foder.

Não seja oferecido – Já ouviu aquilo ditado popular que diz que “tudo que é fácil não presta!”. Pois, então. Esnobe-a um pouquinho. Se recuse polidamente a fazer o que ela pede. Se estiverem num boteco, não pague bebida pra ela. Faça a sacana investir um pouco em você. Não seja tão fácil, tão oferecido, tão babaca. Ninguém gosta ou valoriza algo muito fácil.

Ande com outras mulheres – Eis aqui um grande segredo, gafanhoto: esteja sempre acompanhado por outras mulheres bonitas, mesmo que sejam suas irmãs e primas, e torça para que ela saiba ou veja. Isso fará uma grande diferença, pois deixará subtendido que você tem opções e isso irá instigá-la a correr atrás de você. Sim, gafanhoto, você será visto como um desafio a ser conquistado. E o mais importante: na mente da vadia, você não será apenas mais um dos desesperados que estão dispostos a mover céu e terra pra ficar com ela.

Provoque-a de forma divertida – Uma vez ou outra provoque a potranca de maneira divertida e carinhosa. Pode ser sobre suas conversas, sobre seu estilo de se vestir, sobre alguma mania ou jeito de ela falar ou sobre algo engraçado em sua personalidade. Procure fazer de forma divertida e carinhosa, que os resultados serão incríveis, porque isso é um atalho para a cumplicidade. Mas, atenção, gafanhoto: se você não souber provocar a menina de forma natural e divertida, isto é, brincando, não tente inventar a roda porque um simples mal-entendido vai fazê-la te odiar pelo resto da vida. Mulheres bonitas não gostam de ser zoadas.

Não tente impressioná-la – Evite falar do seu emprego milionário no TCE, do seu carrão importado, da sua lancha de 25 pés, do seu apartamento de cobertura e de suas viagens ao exterior. Ao tentar impressioná-la, você estará apenas verbalizando uma coisa: “Eu não me acho bom o suficiente pra estar com alguém como você e sei muito bem disso, então vou me esforçar pra ganhar pontos a mais tentando te impressionar.” Porra, gafanhoto, ao agir assim você estará transmitindo total insegurança e todos sabem que insegurança não atrai mulher nenhuma, nem os tribufus. Não perca o controle sobre si mesmo, pois no momento em que ela achar que é ela quem está no controle, você leva um pé na bunda. Mulher é um bicho complicado.

Técnicas de sobrevivência na selva de pedra


A vida anda cara pra todo mundo, principalmente pra quem mora numa cidade de comerciantes larápios como Manaus. E sair com uma gata de responsa é prejuízo na certa. Para agradar, você é capaz de fazer tudo por ela e o problema fica com a sua pobre e indefesa conta bancária. Claro, pega bem: você vai ganhar pontos para conquistar o que você realmente quer, que é apenas molhar o biscoito. Mas é possível obter o mesmo sucesso com menos prejuízo. É só seguir esse roteiro:

Jantar em restaurantes – Esse é um programa cada vez mais caro. E elas não têm pena quando saem para jantar: querem vinho importado, o prato mais caro e até sobremesa — e não se importam de deixar metade no prato. Resolva esse problema de uma vez. Faça o jantar em sua própria casa. Acredite: elas acham ainda mais romântico. Aprenda a cozinhar pratos rápidos e fáceis e, principalmente, enfeitar os pratos quando servir. É tiro e queda.

Motel – É caro e fora de moda. Elas gostam, principalmente dos mais caros, temáticos, com minibar e serviço de quarto, sempre ruim e caro. Pega bem, mas é prejuízo na certa. Se for pra gastar, prefira um hotel convencional, com todos os benefícios necessários e sem aquele ar de matadouro. Mas melhor mesmo é usar a sua casa, se você morar sozinho. Outra opção boa é o carro: todas as mulheres adoram a adrenalina de transar com certo risco. Só é preciso ter cuidado com as viaturas da Ronda dos Bairros.

Presentes – Vai pegar bem dar um presentinho? Com certeza. Mas saiba escolher. Joias, nunca. Lembre-se, vão-se os anéis, ficam os dedos. Chega o dia em que você fica chupando o dedo e ela sai com outro, usando a joia da H. Stern que você deu a ela. Escolha presentes que sejam úteis também pra você. Por exemplo, ingressos de um show que você quer ver.  Ou uma lingerie que você curta. Ou um perfume que você goste. Há sempre um jeito de você não acabar tão prejudicado.

Viagens – Elas adoram. Mas é muito caro. E o que você quer fazer com ela pode ser feito em qualquer lugar. Em vez de viajar, proponha passeios descolados dentro da cidade. Um calçadão cheio de bares, de onde a vista é bonita, um lugar muito movimentado, com pessoas interessantes e, claro, os parques públicos. Além de evitar o prejuízo, você vai fazer bonito mostrando conhecimento e cultura sobre Maneaux City.

Shopping – Toda mulher que se preza adora shopping. E é simplesmente impossível ir a um deles sem tomar o maior prejuízo. No mínimo, você vai ter que pagar um lanche ou ingressos para o cinema (mais pipoca). Evite a todo custo. Prefira os mercados municipais e as feiras livres. São charmosos e interessantes e o prejuízo é bem menor. Banca de camelô também é uma boa. Que é pra ela saber que dinheiro não dá em árvore.

As mulheres na hora da verdade


No clima de manifestações que tomaram o país nos últimos anos, mulheres de várias idades bem que poderiam sair às ruas para protestar. Motivos não faltam. Afinal, quando o assunto é o direito legítimo de “chegar lá”, os mitos e tabus que permeiam a sociedade atrapalham, até os dias de hoje, a realização feminina entre quatro paredes. “Posso me masturbar?”, “Posso gemer?”, “E se não conseguir gozar?”, “Onde fica o Ponto G?”.

As muitas dúvidas sobre orgasmo, libido e formas de excitação somam-se a questões emocionais, culturais, profissionais e biológicas, povoando com muitas caraminholas o imaginário sexual feminino. Se ela tem facilidade de dialogar com o parceiro, às vezes empaca na inconstância comportamental, influenciada por seus hormônios. Se é bem informada e conversa sobre o assunto, às vezes o medo de ousar a impede de liberar suas fantasias mais íntimas.

Dona de um corpo cujo prazer é multifatorial e tão complexo quanto o painel de controle de um Boeing, a mulher também não foi muito privilegiada pela questão histórica. Estudos sobre o prazer feminino só passaram a ganhar visibilidade depois dos anos 60. Impulsionadas pela entrada da mulher no mercado de trabalho, liberação sexual e uso da pílula anticoncepcional, as revistas voltadas a esse público passaram a desmistificar o assunto. Até lá, tudo o que se esperava das mulheres no casamento era que “fossem boas mães e boas donas de casa”.

Não se previa o orgasmo para elas, mas as novas gerações de homens estão pensando um pouco mais nisso. Ainda bem. Com as mudanças do mundo contemporâneo, os casais tiveram que se adaptar. Ao ganhar seu dinheiro e comandar a própria vida, a mulher passou a cobrar do parceiro maior participação no jogo erótico. Superando essa fase em que deviam apenas servir, cada vez mais, passaram a exigir o “direito de chegar lá”. Nem todas sabem, porém, que é preciso aprender o caminho até o cume da montanha.

Por melhor que seja o desempenho do macho, a mulher precisa entender que é ela – e não ele – a grande responsável por seu prazer, na medida em que se permitir e se tornar disposta a aprender como o orgasmo acontece. Ou seja: quanto mais falar o que gosta e o que considera bom, maiores são as chances de satisfação.

Isso explica o fato de por que, no ano passado, salas de cinema mundo afora ficaram lotadas de leitoras eufóricas para ver o sedutor sádico Christian Grey, da obra “Cinquenta Tons de Cinza”. Isso mesmo: a trilogia de E.L. James, que levou ao delírio o público feminino com as perversões do magnata que sofrera abuso sexual na infância e tornara-se um dominador, acabou virando filme. Cenário de toda sorte de tortura e jogos de sedução entre Grey e Anastásia, o quarto vermelho deixou muitas expectadoras assanhadas diante da tela.


O pudor que muitas mulheres têm para revelar seus desejos mostra que a muralha histórica erguida entre a excitação e os bons costumes permanece. O fenômeno “Grey” revela uma tentativa de se livrar desses fantasmas morais. Sedentas por histórias picantes, as amantes contemporâneas querem, mais do que ler e ver, viver essas cenas. Sacanagem, sim, mas é a sutileza que leva ao delírio Em parte, o fascínio pelas artimanhas de Grey se explica pelo fato de que o sexo começa antes e termina depois da cama.

Segundo a sexóloga Florence Coelho Marques, são as sutilezas que as levam ao delírio. “Mulher gosta de sacanagem, mas é exigente. Querem ser observadas, degustadas, instigadas”, conjectura. As lições aprendidas em filmes pornôs, que ensinam a repetir um mesmo movimento o mais rápido possível, segundo Florence, devem ser esquecidas. Mitos como procurar o ponto G também podem ser riscados do manual erótico. 

O ponto principal é a mente. Por isso, é importante investir em tudo o que precede a penetração: massagem nos pés, beijinho no cangote, língua passeando pelo corpo, safadezas ao pé do ouvido, mordidinhas no pescoço, beijo na boca. Todas essas peças que, soltas, parecem brincadeira de adolescente, são o combustível do tesão, justamente porque ativam pontos na imaginação feminina.

Como saber se ela chegou lá? – Se em um momento de grande excitação a mulher percebe pequenas contrações rítmicas e involuntárias na entrada da vagina, seguindo-se uma sensação de relaxamento, possivelmente houve um orgasmo.

Por que é mais demorado para a mulher do que para o homem? – Diferenças em relação à resposta sexual. A mulher tem a pélvis mais larga e precisa de maior fluxo sanguíneo para estar pronta para a relação. Por isso, para elas, as preliminares são fundamentais!

Quantos tipos de orgasmos diferentes existem? – O orgasmo sempre será clitoridiano. Pode ser desencadeado pela penetração vaginal ou anal. Mas ponto G, orgasmo vaginal, são mitos. Não existem.

Como escolher um vibrador? – Existe uma gama enorme de modelos, formas, etc. Os “da moda” são os Rabbits, que prometem maravilhas. Podem ser usados pela mulher sozinha ou com seu parceiro. Na prática, como o orgasmo vem sempre do clitóris, tanto faz se o vibrador é em forma de pênis avantajado, ou se vibra dentro da vagina em multivelocidades. O que importa é que haja um estímulo prazeroso no clitóris, e para isso basta ser um vibrador discreto, de forma oval, por exemplo.


Há remédios que podem diminuir a libido? – Muitas medicações podem diminuir a libido. Eu diria que a maioria delas! Excetuando-se os analgésicos e os antibióticos, todas as demais medicações, com o uso crônico, podem ter alguma interferência. Para amenizar essa questão é imprescindível uma avaliação com um especialista (terapeuta sexual ou sexólogo), que poderá identificar se há associação de alguma medicação ou não. Muitas vezes culpamos doenças e medicações quando, na verdade, a relação não está bem: há depressão, crise financeira, doença em familiares ou outros fatores contribuindo para a redução do desejo sexual.

A idade influencia na libido? – Após os 40 anos, começa a haver uma redução fisiológica, natural, nos níveis de testosterona circulante das mulheres. Após a menopausa esta redução se acentua. Naquelas submetidas à retirada dos ovários a situação é ainda mais preocupante. Os baixos níveis de testosterona podem se relacionar a um menor desejo, impulso e fantasias sexuais. Com a proximidade da menopausa, muitas mulheres passam a apresentar redução dos níveis de estrogênio circulantes, fato associado à menor lubrificação vaginal (atrofia genital), causando desconforto ao coito.

A libido pode ser estimulada? Como? – Sempre pode e deve ser estimulada. Leituras, filmes, lingeries, performances, perfumes, jantares, viagens, agrados (flores, presentes, surpresas, mensagens, e-mails). Cada casal pode usar da criatividade para inovar, namorar, driblar a rotina. Costumamos promover mudanças em nossas vidas quando nos separamos: algumas pessoas cortam o cabelo, mudam o penteado, renovam o guarda-roupa, começam a frequentar academia, redecoram a casa... Por que não podemos fazer isso durante e para manter uma relação?

Muitas mulheres acham que se liberar na cama e deixar claro suas fantasias pode parecer vulgar. Isso é machismo da cabeça feminina? – De certa forma, sim. As mulheres aprenderam essas questões equivocadas ao longo de décadas, com nossos antepassados. Por isso “se permitir” é tão difícil. Com mais intimidade, a comunicação do casal tende a melhorar.

Por que o sexo anal é tabu? – Por que ainda existem os mitos de que é um local sujo, proibido, alusão à relação homossexual masculina, constrangimento em aceitar que pode ter prazer desta forma, em se permitir. Dê a bunda com prazer e o prazer vai surgir. Simples assim.

Como enlouquecer um macho na cama


Para um macho, o fato de sua mulher o entender bem tanto no plano emocional como no sexual é sinal de que ele encontrou a “mulher perfeita”. É verdade que nem todos os homens são iguais e esperam o mesmo de suas mulheres. Há alguns que privilegiam o emocional em uma relação sexual, enquanto outros só fazem questão de que o sexo seja bom.

É importante que você conheça os gostos do seu homem, já que para o macho não há mulher mais sensual do que aquela que o conhece e o entende em todos os aspectos. Veja a seguir 10 coisas que costumamos apreciar na hora do sexo.

1. Espontaneidade – O que ele quer é que você saiba compreendê-lo, que quando ele quiser transar você o acompanhe no jogo, quando algo não lhe agradar que você simplesmente não o faça e quando você tiver desejos de fazer algo não fique calada e proponha sem pudores. O que ele deseja é que você não se iniba na frente dele na hora do sexo.

2. Frases quentes – Na cama não pode existir vergonha nem pudores. Sendo assim, ele espera que você diga tudo o que tiver vontade, que você o guie com palavras ou com as mãos, que você se solte e que não tenha problemas em gritar ou dizer muitas coisas eróticas. Para nós, ver a mulher se retorcendo de prazer e nos excitando só com palavras é um cenário perfeito.

3. Ser surpreendido – Não há coisa de que um macho goste mais do que uma mulher que seja capaz de tomar iniciativa de vez em quando. Para nós, você tomar a decisão de alguma situação é muitas vezes um alívio e faz com que você pareça mais atraente. Surpreenda o seu macho ao chegar do trabalho ou então no lugar que ele menos esperar. Com certeza, o sacana não lhe negará um momento de prazer.

4. Realize as fantasias dele – Você ser capaz de escutar as fantasias dele, entendê-las e ao menos pensar em realizá-las é importante. Mas se você as realiza sem que ele tenha que insistir muito é o céu. Busque uma fantasia que seja cômoda para você, mas que ao mesmo tempo irá surpreendê-lo na cama. Dar o plissadinho pela frente, por exemplo.

5. A “rapidinha” – O sexo rápido, sem estímulos e que acontece pela simples vontade, é algo que um macho adora e necessita de vez em quando. Não se coloque na defensiva quando ele quiser surpreendê-la e entre no jogo dele. Uma escapadinha rápida de vez em quando não faz mal a ninguém e a questão de às vezes não existir um jogo de sedução antes do sexo não quer dizer que ele não a ame ou que não pense em você e sim o contrário, é porque ele te deseja muito e gosta mais ainda de você.

6. Dar a ele um bom início de dia – Este é um dos pré-requisitos que todos os machos, sem distinção, elegem quase como o número um. Acordar de uma maneira agradável e enchê-lo de vitalidade e energia para o resto do dia é algo que ele agradece de verdade. Muitas vezes, ao chegar do trabalho ele está cansado e só quer dormir, por isso aproveitar as energias da manhã é para o homem uma boa opção para começar o dia. Programe o despertador para um pouquinho mais cedo e surpreenda-o com um boquete bem caprichado.

7. Assuma o comando – Não espere que ele tome a iniciativa em tudo o que vocês forem fazer na hora do sexo. É verdade que os machos gostam de dominar, mas, muitas vezes, preferem ser submissos diante de uma mulher decidida que os domina e os seduz e, mais ainda, que mesmo que a mulher não seja assim, que na hora do sexo ela saiba ter, sobretudo, uma questão de atitude.

8. Somente sexo – Querer que tudo seja perfeito, romântico e sensual pode ser algo desgastante para algumas pessoas. Por isso, muitas vezes, os homens desfrutam do sexo só pelo sexo, sem preparações românticas. Não fique encucada por causa disso. Pra nós é normal.

9. Carinho após o sexo – Uma das coisas que os homens mais odeiam é que logo depois de uma transa espetacular a mulher saia apressada para se lavar. Os homens, mesmo que isso pareça coisa de viado, também gostam de receber carinho depois do sexo. Muitos deles preferem que você fique ao menos uns instantes ao lado deles, descansando após tanta agitação e compartilhando beijos, carinhos e comentários sobre o prazer que vocês sentiram.

10. Que você aprecie o sexo – Que os homens desfrutam ou necessitam mais de sexo pode ser uma realidade, mas para um macho é incrível que uma mulher não se intimide ao reconhecer que ela gosta de sexo tanto quanto ele. As mulheres tendem a ocultar que também pensam em sexo e que o desejam continuamente. Sendo assim, uma mulher que reconheça isso sem pudores é quase como ganhar na loteria. Por isso, não tenha vergonha de querer fazer sexo sem que ele tenha proposto ou em qualquer lugar. Ele te amará por isso. Vai por mim.

quarta-feira, abril 08, 2015

Os bares morrem numa quarta-feira


Paulo Mendes Campos

Um amigo de Kafka conta que este arquitetava o seguinte: um homem desejando criar uma reunião em que as pessoas aparecessem sem ser convidadas.

As pessoas poderiam se ver ou conversar sem se conhecerem. Cada uma faria o que lhe aprouvesse sem chatear o próximo.

Ninguém se oporia à entrada ou à saída de ninguém.

Não havendo propriamente convidados, não se criariam obrigações especiais para com o anfitrião. E o espinho da solidão doeria mais ou menos.

É possível que Kafka não haja escrito esta alegoria por ter percebido que a mesma já existia corporificada sob a forma de cafés, restaurantes e bares.

Mas o episódio pode levar-nos a considerar com súbita estranheza o mil vezes conhecido: os bares já eram kafkianos quando surgiram no mundo.

Ou este, o mundo, é que foi o primeiro bar, quando se encontraram num jardim duas criaturas desconhecidas, e à mulher, buscando comunicação, ofereceu ao homem uma fruta.

Naquele Garden Bar principiaram os equívocos. Foi o primeiro ponto de encontro. E não durou muito.

Pois os bares nascem, vivem, parecem eternos a um determinado momento, e morrem. Morrem numa quarta-feira, como dizia Mário de Andrade.

O obituário dessas casas fica registrado nos livros de memórias.

Recordá-los, os bares mortos, é contar a história de uma cidade. Melhor, é fazer o levantamento das cidades que passaram por dentro de uma única Idade.

Mesmo num lugar como Paris, que apesar dos pesares procura preservar a imagem histórica, os cafés de Léon-Paul Fargue não foram os cafés de Alphonse Daudet, e este não respirou atmosfera dos cafés de Stendhal.

O curioso é que os bares do presente, por seus serviços e por sua frequência, podem merecer até o nosso entusiasmo, mas não recebem jamais o nosso amor.

O bom freguês só ama o bar que se foi. Só na lembrança os bares perdem suas arestas e se sublimam.

João do Rio tinha sete anos e se batia contra um enorme sorvete na Confeitaria Paschoal quando ouvia a Baronesa de Mamanguape exclamar encantada: “Oh! Senhor Olavo Bilac!”

Esta cena não se passou conosco, mas é como se tivesse sido. Seu conteúdo emocional repetiu-se na existência de todas as pessoas que frequentaram bares e confeitarias. E repetiu-se para o próprio João do Rio, que num livro de 1912 já escreve sobre a decadência das casas de chopes; ou simplesmente chopes, como eram chamadas.

Conta como esses chopes surgiram e morreram, partindo a invenção da Rua da Assembleia, nas mesas de mármore do Jacó, onde estetas, imitando Montmarte, inauguraram o prazer de discutir literatura e falar mal do próximo. Por esse tempo, uma mulher com a voz de barítono, chamada Ivone, montou um cabaré satânico na Rua do Lavradio, com tudo o que havia de mais rive gauche, inclusive recitativos macabros de Baudelaire. Era o Chat Noir, que perdeu o fôlego por falta de verba.

Outros chopes apareceram nas ruas da Assembleia e Carioca, esmerando-se os proprietários na invenção promocional; seus chamarizes são inventariados nessa ordem cronológica de João do Rio: tenores gringos de colarinho sujo e luva na mão, acompanhados ao piano; grandes orquestras tocando trechos de óperas e valsas perturbadoras; depois, árias italianas servidas com sanduíches de caviar, um chope chegou a apresentar uma harpista capenga mas formosa.

Foi aí que um empresário genial estreou um cantor de modinhas. Foi de endoidar: “A modinha absorveu o público. Antes para ouvir uma modinha tinha a gente de arriscar a pele em baiúcas equívocas e acompanhar serestas ainda mais equívocas. No chope tomava logo um fartão sem se comprometer. E era de ver os mulatos de beiço grosso, berrando tristemente: 'Eu canto em minha viola ternuras de amor, mas de muito amor...' E os pretos barítonos, os Bruants de nanquín, maxixando cateretês apopléticos”.

Na Rua da Assembleia, à meia-noite, Catulo da Paixão Cearense erguia um triste copo de cerveja para soluçar dorme que velo, sedutora imagem.

Tudo isso é narrado ainda no comecinho do século já em afinação de nostalgia; pois os chopes tinham morrido no início da segunda década. Uns poucos anos antes, só na Rua da Carioca eram uns dez; na Rua do Lavradio ficavam de um lado e do outro; alastraram-se pela Riachuelo, pela Cidade Nova, Catumbi, Estácio, Praça Onze. Num relampejar brilharam e sumiram as estrelas daquelas noites, esquecidas pela cidade, “a mais infiel das amantes”.

Mas o chope deu um jeito e conseguiu sobreviver; só mudou de cara e personalidade. Quando cheguei ao Rio, era chope o que se tomava em muitos bares famosos, hoje mortos: Túnel da Lapa, 49, Nacional, Brahma...

Aí se misturavam pequenos empregados do comércio, a gente de boa roupa e até os derradeiros malandros. No antigo Vermelhinho as mesas eram ocupadas por escritores, jornalistas, pintores, gente do palco e estudantes da Escola de Belas-Artes.

Suas figuras mais constantes eram Santa Rosa, com o cigarro pendurado na boca, Vinícius de Moraes, Rubem Braga, Lúcio Rangel, João Cabral de Melo Neto costumava chegar, conversar um pouco e, já alegando dor de cabeça, dar um pulo à Farmácia Normal.

Os artistas pretos – Heitor dos Prazeres, Ismael Silva, Solano Trindade, Abdias Nascimento – sentiam-se em casa nas cadeiras de palhinha do Vermelhinho, assim como os estrangeiros trazidos pela guerra.

Carlos Drummond de Andrade, deixando o Ministério da Educação, só passava de fininho pela Rua Araújo Porto Alegre.

Depois uma parte da turma atravessou a rua, pegou o elevador e se instalou no ajardinado terraço da ABI, passando a tomar uísque de fato escocês, porém milimetricamente dosado pelo garçom suíço Stuckert – o Estuca.

O que não se dava nas mercearias enxertadas de uisquerias. Nessas – Pardellas, Lidador. Grande Ponto, Casa Carvalho, Vilariño – o uísque era generoso, apesar de amplamente discutível sua autenticidade.

Grande animador desses bares foi o médico pernambucano Eustáquio Duarte, criador do gabarito fosfórico: pleiteou e conseguiu que a dose chegasse à altura de uma caixa de fósforos colocada em pé ao lado do copo.

Eustáquio (Totó Borum para os íntimos) intitulava-se o proletário e era autor de elaborada classificação psicofísica das mulheres (a pebologia); essa teoria era o enlevo de todos os frequentadores, notadamente do poeta Vinícius. Era ainda o médico (mas atribuía a paternidade a um tal de Fernando C. Pessoa, gerente de hotel na Bahia) autor de sonetos pornográficos da mais pura linhagem bocagiana.

Andou por esses bares ilustres – falo apenas dos que melhor conheci no centro da cidade – toda uma geração de vários sotaques.

Eneida (que, antes do Baile dos Pierrots, criou no Vermelhinho um forró carnavalesco de portas cerradas) era vista a todo momento, com seus balangandãs tilintantes, entrando no Instituto Nacional do Livro ou dele saindo.

Rosário Fusco era onipresente, deixando à porta de todos os bares um táxi à espera. Hoje esse dom da ubiquidade pertence ao corretor Luís Antônio Pontual.

Zé Lins do Rego era detectado à distância por sua gargalhada.

Com ar de menino levado e lavado, Lamartine Babo já entrava trauteando uma canção amena.

Ari Barroso, pelo contrário, turbilhonava para dentro do bar com gestos e gritos homéricos: parecia que a guerra fora declarada ou que um ônibus passara por cima dele; mas não era nada.

Por ali, entre Presidente Wilson e Almirante Barroso, circulou o Rio artístico, do fim da guerra à guerra fria, mas a verdade histórica manda dizer que a falta de transporte no fim da tarde foi também uma determinante desse comportamento boêmio.

Em dezembro de 1949 foi inaugurado o Juca's Bar, na Rua Senador Dantas: era o alívio do ar refrigerado que chegava.

Lá se instalaram rapidamente assessores do Presidente Juscelino, os irmãos Conde com o Jornal de Letras, os irmãos Chaves, que atraíam os nordestinos itinerantes.

Olívio Montenegro era contumaz e Gilberto Freyre costumava dar as caras.

Era uma mistura sensacional, estimulante. Ali todos os setores tinham suas embaixadas. Dou uns poucos exemplos:

Rubem Braga representava a prosa e Vinícius de Moraes o verso; Stanislaw Ponte Preta, o humorismo; Carlos Leão representava a arquitetura renovadora, passando a noite a desenhar mulheres mais em bom papel que um bom mineiro comprava na papelaria ao lado; o Coronel Amílcar Dutra de Menezes representava o Estado Novo em geral e o DIP em particular, mas soube tornar-se amigo de velhos inimigos; Antiógenes Chaves falava em nome das classes empresariais; Zé Lins, em nome do Flamengo; o Comandante João Milton Prates representava com classe a Presidência da República; às vezes aparecia Agildo Barata ou outro rebelde histórico; Luís Jardim, chupitando seu uísque com o relógio em cima da mesa, era o próprio secretário da UDN; a jornalista Jane Braga vinha em nome do Texas; Di Cavalcanti era o ponto alto das artes visuais, embora só admitisse, por tema de conversa, literatura e mulheres bonitas; estas, por sua vez, estavam muito bem representadas na pessoa de Tônia Carrero, enquanto Araci de Almeida era o samba em pessoa.

Mas algumas brechas iam se abrindo no trânsito compacto do crepúsculo e os boêmios começaram a deixar a cidade mais cedo e a criar alma nova na Zona Sul. Em bares que iam igualmente brilhando, apagando-se e morrendo. Ou pelo menos morriam para eles.

É o caso do Alcazar e do Maxim's, em Copacabana; do Jangadeiro e do Zeppelin, em Ipanema; do Clipper, no Leblon.

No Alcazar (em cima morava o poeta Augusto Frederico Schmidt) ia o pessoal que não perdia o cinema das dez e muito menos o chope da meia-noite às duas da manhã; o Maxim's, com Sílvio Caldas e Araci à frente, absorveu todos os musicais do Vilariño; no Jangadeiro aparecia Lúcio Cardoso; ao Zeppelin afluía aos domingos uma boa torrente das reuniões da casa de Aníbal Machado; no Clipper imperavam Antônio Maria (fragorosamente) e Dorival Caimmy (de mansinho).

Mas estes bares morreram ou mudaram de personalidade como do uísque para a água, o que é mais antipático que a morte. Como morreram muitos outros que conheci no breve espaço de um entardecer que durou vinte anos.

O bar do Hotel Central, por exemplo, na Praia do Flamengo, que servia rosbife de tira-gosto e era um encanto; a Brasileira, na Cinelândia, que era mais uma confeitaria, mas onde encontrei uma tarde o vigoroso romancista católico Georges Bernanos fazendo um escarcéu de mil diabos porque não podia escrever com o escarcéu que os garçons faziam; o Segunda Frente, em Copacabana, que morreu logo depois que os sócios (um deles era o pintor Raimundo Nogueira) e seus amigos beberam a última gota do estoque antes de entrar dinheiro na caixa.

São muitos outros, mas a História dos Bares do Rio, que deveria ser escrita, precisaria ser contratada por um editor.

Por fim, ultimamente, morreu o famosíssimo Lamas, no Catete. Foi devidamente chorado na imprensa e continuará sendo lacrimejado nas centenas de bares em que se espalham hoje os remanescentes de todos esses antros de perdição.

Pois agora, quando desaparece também o Bon Marché (Avenida Copacabana, esquina de Siqueira Campos), os boêmios do Rio, tangidos pela demolição imobiliária, vivem pelos descaminhos da diáspora. Aguentou 73 anos de existência.

Aquela esquina estava predestinada a libações: em 1892, ao ser inaugurada ali defronte a estação de bondes houve um lauto lunch, com brindes de champagne ao Marechal Floriano Peixoto... à Guarda Nacional... à Armada... ao Exército... à Intendência Municipal... e à diretoria da Companhia do Jardim Botânico.

Não, houve mais um, o de honra, erguido pelo Presidente do Senado ao Marechal Floriano Peixoto e ao engrandecimento da República.

No Bon Marché, Pixinguinha animou bailes de carnaval.

Por ali passaram generais, almirantes, escritores, desembargadores, artistas, jogadores de futebol, milionários, políticos, delegados, sambistas e o sempiterno Gasolina, que aliás não passou e nunca fez nada e não saberá aonde ir quando for removido o último tijolo do prédio.

Viveram no Bon Marché algumas gerações de bêbados ilustres, de gente que bebia e se entendia e que continuará se entendendo.

Pois uma lei rege a harmonia das esferas humanas: Cristo nos convidou a amar o próximo como a nós mesmos; mas a verdade é que só os bêbados aturam os bêbados; e só os sóbrios aturam os sóbrios.