quarta-feira, outubro 22, 2014

Top 10: Atletas da Pá Virada


O piloto James Hunt que adorava biritas, mulheres e cigarros
Marcel G Costa
Todo ser humano, atleta ou não, gosta de dar uma saidinha, tomar uma cervejinha, ou exceder alguns limites vez ou outra. Mas quando se é atleta as coisas são diferentes, afinal de contas, o seu corpo é sua fonte de renda, seu equipamento de trabalho e sua imagem está diretamente ligada ao escudo que você defende. Só que a história nos mostrou que nem todo gênio segue a cartilha.
Baladas, problemas com a justiça, excesso de álcool, drogas e destempero, (re)conheça os 10 atletas mais polêmicos da história:
#10 James Hunt

Uma lenda das pistas, protagonista do mítico campeonato de Fórmula 1 de 1976 no qual venceu o também gênio Nicki Lauda.
Hunt é considerado o último piloto “romântico” da F1, sua clássica foto sentado em um Fórmula 1 com uma bela mulher, uma lata de cerveja em uma das mãos e um cigarro na outra diz muito sobre quem foi o festeiro.
James morreu aos 45 anos, vítima de um ataque cardíaco.
#9 Edmundo

Quem acompanhou o futebol nos anos 90 jamais esquecerá o craque Edmundo, o animal.
Seu apelido já diz tudo, Edmundo tinha pavio curto.
Entre brigas com cinegrafistas, companheiros de clube, adversários, e uma cervejinha com o macaco, Edmundo sempre esteve envolto em polêmicas dentro e fora das quatro linhas.
#8 Mario Balotelli

Não há um ser humano que não conheça o italiano Mario Balotelli, uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2013 de acordo com a revista “Time”.
Além de fazer muitas loucuras legais como hospedar mendigos em hotéis de luxo, Balotelli também dá muito problema aos seus técnicos.
Além da língua afiada, brigas com companheiros de clube, Balotelli também colocou fogo em sua própria casa.
Mas o fato de ter vestido a camiseta do Milan – clube do qual alega ser torcedor – enquanto jogava pelo rival Inter de Milão, provavelmente foi a maior polêmica do atacante na bota.
#7 Eric Cantona

Quando se trata de destempero dentro das quatro linhas, Cantona – um dos maiores craques da história do Manchester United – é insuperável (isso mesmo Luís Fabiano).
Dentre todas as brigas e agressões de Cantona, sem dúvida a mais polêmica foi a voadora que desferiu em um torcedor do Crystal Palace durante o jogo.
#6 Heleno de Freitas

O primeiro craque problema do futebol brasileiro. Heleno de Freitas é ídolo da torcida do Botafogo, mas além de desfilar talento e raça, também era irritadiço, boêmio, catimbeiro, boa vida, galã e destemperado, além do vício em lança perfume e éter.
Sua breve vida foi retrata no filme Heleno, com o ator Rodrigo Santoro representando Vossa Majestade encrenqueira.
#5 Garrincha

O maior ídolo botafoguense, o anjo de pernas tortas, Mané Garrincha é também umas das figuras mais folclóricas e polêmicas da história do futebol.
O maior ponta-direita da história das quatro linhas foi conhecido por driblar tudo e todos, por seu relacionamento conturbado com a cantora Elza Soares, e por não ter driblado o vício no álcool, que lhe custou a vida.
Sem contar que o homem de Pau Grande também tinha uma ferramenta à altura: 28 cm.
Fez a festa de muitas coristas...
#4 Dennis Rodman

Sem sombra de dúvidas a figura mais polêmica da história da NBA, Dennis Rodman era um especialista em posicionamento e rebote, além de jogar ao lado de Michael Jordan no histórico time do Chicago Bulls.
Mas a sua vida fora das quadras era tão badalada quanto.
Envolvimentos com estrelas como Madonna e Carmen Electra eram nada perto do que Dennis proporcionava pra mídia.
Calote em hotel, suposta tentativa de suicídio, alcoolismo, agressões à ex-esposa... Rodman é até hoje um prato cheio pra mídia sensacionalista.
#3 Mike Tyson

Um dos boxeadores mais ferozes e geniais de todos os tempos, contudo as polêmicas envoltas a sua vitoriosa carreira não se restringem apenas a mordida na orelha de Evander Holyfield.
Tyson teve problemas com sua primeira mulher que o acusava de violento e mentalmente instável, além de ter sido preso por supostamente ter estuprado a miss Desiree Washington.
Depois de passar três anos na cadeia, Tyson se converteu ao islamismo, mas mesmo assim isso não impediu que ele se tornasse viciado em cocaína e fosse flagrado em uma luta por ter fumado maconha.
#2 Adriano

Adriano, que antes era uma figura sempre presente nas páginas de esporte, parece ter mudado definitivamente para as notícias policiais.
Todos se lembram do começo avassalador do Imperador, as conquistas pela Inter de Milão, pela seleção brasileira, e até o último suspiro pelo Flamengo.
Mas parece que a morte do pai deu um novo tom à carreira do ex-atacante.
Acusado de agressões à ex-namorada, envolvimento com o tráfico carioca, entre outras tantas polêmicas, o imperador trocou definitivamente os gramados pelas festas nos morros cariocas regado a muito álcool, funk e drogas, por isso é nosso medalhista de prata.
#1 Maradona

Para muitos, o segundo maior jogador de todos os tempos, para uma minoria, o maior.
Todo mundo conhece a história e a genialidade do Pibe.
E infelizmente todos nós acompanhamos a deterioração da lenda argentina.
Em 91 começaram os problemas com as drogas quando Maradona foi barrado no antidoping em um jogo do Napoli.
Posteriormente, Maradona também ficou fora da Copa de 94, na Argentina, o vício do craque se agravou, Maradona se aposentou, ganhou algumas toneladas, sofreu de sérios problemas no coração, quase morreu até que resolveu se internar, perdeu peso, largou os vícios, se tornou treinador da seleção argentina.
E por ter superado o vício Maradona merece nossa medalha de ouro, apesar de todas as polêmicas.
Sim, Dieguito deu a volta por cima e segue firme, forte e vivo.

E aí, meu irmão, você tem pegada?


Não adianta fazer essa cara de Indiana Jones sexy. Pegada não é isso.
Ricardo Coiro
A maioria dos machos acha que ter pegada é, simplesmente, não ter mão de alface e saber segurar uma cinturinha sem frouxidão. Pensamento raso. Percepção de moço inocente.
Porque ter pegada, na concepção das moças, vai muito além da força nos dedos e da capacidade de manter o pulso firme na hora do “rala e rola”.
Se fosse só isso, irmão, alguns apertões diários naquelas bolinhas terapêuticas seriam suficientes para que você, em poucos meses, adquirisse a tão almejada pegada.
Mas suar a camisa, apenas, não basta para entrar no glorioso time dos que têm pegada.
A pegada, na verdade, é apenas o nome que elas costumam usar quando querem se referir ao leque de atitudes e comportamentos masculinos que as deixam de “zóio” virado, pernas bambas e queixo caído.
Você já viu uma criança segurando um hamster pela primeira vez? Não? Costuma ser bem assustador.
E é exatamente como o hamster amedrontado nas mãos de uma criança afobada e desengonçada que as mulheres se sentem quando estão com homens sem pegada.
Consegue visualizar a cena?
Ter pegada, grosso modo, é manter uma postura – não apenas física – capaz de fazer a mulher se sentir completamente segura e à vontade quando estiver com você na cama, no tumulto e, até, na mesa do bar.
Ter pegada é saber se portar de uma maneira capaz fazê-la pensar: “Ele com certeza sabe o que está fazendo!”; esteja você a ajudando a pedir um prato de comida tailandesa, abrindo o sutiã dela ou, simplesmente, guiando-a pela nuca quando ela se sentir sem rumo.
Ter pegada é muito mais do saber em qual parte da coxa pegar. 
Ter pegada é, também, saber – sem precisar ser acusado de “grudento” – quando deve soltá-la. E deixá-la voar.
Ter pegada é saber ser um reflexo dos sinais (nem sempre tão decifráveis) dela.
É ter coragem de se antecipar aos pedidos e desejos daquela que você quer surpreender.
Como assim? Simples: se notar que ela está apavorada, irmão, faça com que ela se sinta segura, imediatamente.
Se perceber que ela está morrendo de tesão e com vergonha de tomar uma iniciativa, não hesite em esquentar as coisas.
Quando reparar que ela não está a fim de escolher o restaurante, tenha a coragem de dar uma sugestão.
E no sexo? O que é ter pegada? É, basicamente, ter a coragem necessária para agir sem que ela precise pedir, implorar ou dar uma indireta quase direta. Saca?
É ter ousadia para deixar o seu lado mais primitivo comandar os seus atos, língua e discurso.
É não ter medo de se amassar, sujar ou deixar arranhar.
É transar, sempre, com a fome de quem acabou de sair da prisão, e a certeza de que a cama não é lugar para pudores e medo de se lambuzar.
“Então você quer dizer que segurá-la feito um bibelô frágil é permitido?”
Até é, irmão; caso você queira ser visto como a pessoa ideal para fazer tranças no cabelo dela. E só.  

terça-feira, outubro 21, 2014

Panavueiro no Boteco do Caseiro


Na última quinta-feira, 16, na aprazível cobertura do médico Arnaldo Russo, rolou uma sessão especial do Clube dos Discófilos Fanáticos (CDF) intitulada “Boteco do Caseiro”, que foi simplesmente de tirar o fôlego.
Um dos mais bem sucedidos oftalmologistas do país, Arnaldo Russo tem uma segunda paixão, depois da medicina, que é a música.
Sua coleção musical (CDs, DVDs, Blu-ray Discs, vinis, fitas K7, etc) está avaliada em alguns milhares de dólares.
Aliás, ele é um dos poucos sujeitos que conheço capaz de pegar um voo para Cingapura somente porque soube que vai ser lançado algum disco pirata dos Beatles no Suntec City Mall.


O “Boteco do Caseiro”, que teve sua segunda edição este ano, foi uma invenção do próprio “caseiro” (porque o Arnaldo é o dono da casa aonde rolam as sessões etílico-musicais do CDF, por supuesto) para demonstrar seu ecletismo musical.
Diferente das sessões normais do CDF, o “Boteco do Caseiro” busca criar a ambiência típica de um “pé-sujo tradicional”, ora em extinção, com biritas e petiscos dentro desse mesmo espírito lúdico. Só ficou faltando pó de serragem no chão...


Contando com a competência e a simpatia do maître Manuel e do bartender Jebson, havia biritas de todos os calibres (vodka, cachaça, uísque, cerveja em lata e chope) e comidinhas para alimentar um acampamento de refugiados curdos (filé com calabresa, pastéis, bolinhos de bacalhau, croquetes, empadas, escondidinho de ossobuco). Tudo 0800.







Devo ter tomado sozinho uma garrafa de vodka Absolut transformada em caipirosca porque os copos de birita eram do tamanho king size e o bartender não fazia questão de economizar na pajelança.
Já devo ter participado de meia dúzia de sessões do CDF, mas somente nesta quinta-feira a ficha caiu: o Arnaldo Russo é abstêmio!
Caraco! Saber como é que o sujeito, de cara limpa e na maior alegria, aguenta aquela horda de biriteiros ensandecidos deveria fazer parte de um estudo de caso psicanalítico!








A sessão começou às 19h, com a presença dos titulares do clube (Lucio Bezerra de Menezes, Roberto Benigno, Osvaldo Frota, Edson Gil, Expedito Teodoro, Salomão Benchimol, Acram Isper, Humberto Amorim, Paulo Monteiro e Valdir Menezes) e de destacados membros da patuleia (Joaquim Marinho, Domingos Russo, Osvaldo, Marcos Benigno, Adroaldo, Beto Russo, Oyama Ituassu Filho, Tito Magnani, Luiz Mário, Luiz Carlos, Heraldo Beleza, Otaviano Dutra, Barroso e Marcus Oagem, entre outros).
Da patuleia, senti a falta do maratonista Jefferson Garrafa, mas me disseram que ele estava disputando uma eliminatória do “Iron Man”, no Havaí.
Ao todo, umas trinta pessoas. A cachaçaria daria para uma centena...







A apresentação do caseiro, intitulada “Apócrifo 2”, começou britanicamente às 22h.
Arnaldo Russo selecionou alguns takes de filmes eróticos e a trilha sonora para cada um deles, o Roberto Benigno editou com extrema competência, e o resultado foram 14 clipes de encher os olhos.
O primeiro (e o único com a trilha sonora original) mostrava aquela dança de enfeitiçar zumbies da Selma Hayek no cult “Um Drinque no Inferno”.
Daí em diante, o circo pegava fogo.





De Natalie Portman mostrando seus dotes bem fornidos em “Closer” (trilha sonora: “I Cannot Give You My Love”, de Cliff Richards e Barry Gibb) a Deborah Secco traçando meio mundo em “Bruna Surfistinha” (trilha sonora: “As Loucas”, de Rita Lee), de Deborah François exalando sensualidade em “Students Services” (trilha sonora: “I Saw It”, das Barenaked Ladies) à estonteante Astrid Berges-Fribsey no clássico “El Sexo de Los Angeles” (trilha sonora: “Te Extrano”, de Armando Manzanero e Francisco Cespedes), o negócio era não deixar ninguém sair da sala para respirar.
Os sempre solícitos Manuel e Jebson cortaram um dobrado para abastecer os copos dos comensais sem serem xingados por estarem atrapalhando a visão de uns e outros. Hilário.
Onze clipes depois, chegamos à cereja do bolo: Natassja Kinski, aos 19 anos, sendo traçada em grande estilo pelo garanhão Marcelo Mastroianni em “Cosi Come Sei” (trilha sonora: “Ho Trovato Una Rosa”, de Lucio Dalla). Simplesmente magnífico.
Depois da belíssima apresentação, Arnaldo Russo presenteou cada um dos cachorros com uma transadíssima cópia dos clipes em Blu-ray, que já assisti seis vezes seguidas no mocó e ainda não enjoei. Devo ser tarado...
Abaixo, mais alguns flashes da fuzarca: